
Aí está um ótimo documentário que recomendo a todos que vejam. Escrito e dirigido por Michael Moore e lançado no ano de 2007, Sicko mostra a chocante realidade das diferenças existentes entre os sistemas de saúde de alguns países pelo mundo.
Tomando como referência o sistema de saúde americano, que muita gente pode pensar que funciona às mil maravilhas, Michael Moore mostra que um atendimento eficiente, respeitoso e organizado em hospitais e por sistemas de saúde é privilégio para poucos, e, por incrível que pareça, também para muitos americanos.
Nos EUA os doentes sofrem para obter liberação dos planos de saúde para conseguirem cirurgias de grande porte e até mesmo tratamentos a que todos deveriam ter direito. O documentário relata histórias tristes de cidadãos que chegaram a morrer de câncer por negligência de planos de saúde, que instruem seus funcionários a negar "apoio" o máximo que puderem, justamente para poupar verba para as empresas responsáveis. O que se vê é um grande descaso com a vida humana, que é levada em conta ou não de acordo com o poder aquisitivo de cada um. Quem pode pagar entra no hospital e é bem atendido, mas já quem não pode é retirado dali e deixado em outros lugares, senão na porta mesmo. E a situação se repete em vários outros países, principalmente do terceiro mundo, o que já é inaceitável, mas torna-se chocante quando vemos que não é diferente também em súper potências como os EUA.
Muito preocupado com a situação e querendo ver como o sistema de saúde funciona em outras localidades, Michael Moore foi verificar a situação no Canadá, Londres e Paris. A diferença é chocante. Para começar, quem entra em um hospital precisando de ajuda, em Londres, não sai decepcionado. Todos são atendidos lá, independentemente do volume da conta bancária. Saúde nesses países é coisa séria, e um direito de todos.
Agora vamos raciocinar: com tratamento certo, de boa qualidade e remédios variados com preço de tabela (sim, isso mesmo... tinha me esquecido disso! Um remédio pra dor de cabeça e um remédio pra câncer têm o mesmo preço! Ahhh.. e pessoas com idades abaixo de 16 anos e acima de 60, não pagam nada!), a população é mais saudável, e isso implica numa melhora na qualidade da mão-de-obra, o que resulta em um aumento no capital... é aí que tratamentos podem ser gratuitos, remédios podem ter preços de tabela - e baratos - e os médicos podem ganhar bem, atendendo com maior eficiência e boa vontade quem aparece em seus locais de trabalho precisando de ajuda. É aí que está a diferença!
Um outro fator que me chamou muito a atenção, é que em Paris, o governo manda uma pessoa especializada na casa de uma mãe que acabou de ter um bebê, por exemplo, para orientá-la sobre a criação e os cuidados necessários com a criança. Babás também são enviadas à casa para que a mesma possa trabalhar e ter com quem deixar seus filhos. Se alguém está doente e precisa faltar ao trabalho, essa pessoa continua recebendo, afinal de contas, não escolhemos a hora de ficarmos doentes. É ou não é pra ficar horrorizado?
Com todas essas gritantes diferenças, podemos começar a ter uma idéia da ponte que separa países que sabem cuidar de sua população, e3 países que simplesmente não se importam.
Assistam Sicko. Todo mundo precisa ver além do que mostram filmes de heroísmos "holywooddianos", onde homem aranha, súper-homem e mulher maravilha possuem roupas vermelhas e azuis (fazendo menção à bandeira americana), e podem salvar o mundo.
2 comentários:
Realmente o documentário Sicko mostra como uma sociedade que obtém do melhor de todas as áreas, não consegue dar a si própria um sistema de saúde menos capitalista.
Parabéns pelo comentário, continue sempre assim.
Ótimo texto. É realmente triste, saber como as pessoas são tratados como lucro ou depesa nos EUA.
Eu levaria o texto pra aula...
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